Fichamento do texto de Ferreira Gullar - Teoria do Não-Objeto

           O que é o não-objeto? O autor Ferreira Gullar nos diz que para entender o não-objeto, precisa entender o que é objeto. Entendo que é algo material com função determinada, uma utilidade programada, podendo ser apreendido e assimilado pelo sujeito. O não-objeto já não se insere na condição de útil. Ele desperta experiências sensoriais, sentimentos. Não representa nada, apenas se apresenta, se desligando de conceitos.

          Ao longo dos movimentos artísticos, os objetos foram se tornando não-objetos. As obras impressionistas, cubistas, dadaístas, neoconcretistas mesclaram objetos de formas mais livres, sem necessidade de significação. Elas conseguem transcender o espaço e se apresentam ao espectador como incompletas, chamando um gesto humano para se completarem. Um exemplo são os bichos de Lygia Clark, em que você contempla, age sobre a obra alterando sua forma, e a contempla novamente. Isso é  um não-objeto: espectador e obra se fundindo. Não há passividade, mas sensações e interações.

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